Ontem houve uma manifestação de professores em Braga. E eu, em vez de ir (como devia) à "manif", fui à Casa das Artes em Famalicão ver "Malgré nous, nous étions là" da Companhia Paulo Ribeiro. E, o que é pior, fiquei contente por ter ido.
Por favor compreendam-me: há muito, muito tempo (custos da interioridade) li uma crítica maravilhosa a este espectáculo. E ainda dizem que a crítica não serve para nada... umas vezes serve, outras não. Depende do entusiasmo do crítico, da sua inspiração, da homologia ou semelhança de gosto de quem lê com quem escreve, do enfeudamento ou independência de interesses alheios à "coisa" artística... Neste caso, o/a crítico/a, que ignoro quem seja ou onde o/a li, transmitiu-me uma curiosidade que só estancaria se assistisse ao espectáculo. E que se sobrepôs à minha vontade de me manifestar. Felizmente, porque, apesar de reconhecer no espectáculo o que o crítico havia escrito, encontrei lá muito mais do que isso.
O amor, sim, mas as dúvidas também; os encontros e os desencontros, os avanços e os retrocessos; apoiarmo-nos para crescermos e afastarmo-nos para crescermos também, o carinho, sim, mas a cólera também. O que dança furiosamente mesmo quando dança mal, dança com o outro, dança contra o outro, apesar do outro, para o outro, sem o outro. Aquela imagem final, deliberadamente "feia", da caminhada apoiada no outro. E a música do Bernardo Sassetti, do Gilbert Bécaud, da Barbara, do Travadinha. Eu devia ter ido à manif - mas ainda bem que não fui. Há-de haver outras. E eu vou.
Por favor compreendam-me: há muito, muito tempo (custos da interioridade) li uma crítica maravilhosa a este espectáculo. E ainda dizem que a crítica não serve para nada... umas vezes serve, outras não. Depende do entusiasmo do crítico, da sua inspiração, da homologia ou semelhança de gosto de quem lê com quem escreve, do enfeudamento ou independência de interesses alheios à "coisa" artística... Neste caso, o/a crítico/a, que ignoro quem seja ou onde o/a li, transmitiu-me uma curiosidade que só estancaria se assistisse ao espectáculo. E que se sobrepôs à minha vontade de me manifestar. Felizmente, porque, apesar de reconhecer no espectáculo o que o crítico havia escrito, encontrei lá muito mais do que isso.
O amor, sim, mas as dúvidas também; os encontros e os desencontros, os avanços e os retrocessos; apoiarmo-nos para crescermos e afastarmo-nos para crescermos também, o carinho, sim, mas a cólera também. O que dança furiosamente mesmo quando dança mal, dança com o outro, dança contra o outro, apesar do outro, para o outro, sem o outro. Aquela imagem final, deliberadamente "feia", da caminhada apoiada no outro. E a música do Bernardo Sassetti, do Gilbert Bécaud, da Barbara, do Travadinha. Eu devia ter ido à manif - mas ainda bem que não fui. Há-de haver outras. E eu vou.
4 comments:
Eu não devi ter dormido 12 horas!
Há uma em Lx dia 8.
E eu vou.
1. Onde se lê «devi», leia-se «devia»;
2. Eu também vou.
3. Vamos fazer disto um slogan: Eu vou! Tu vais?
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